“Nossa posição é proteger os mais pobres”, diz a presidente do Podemos após encontro com Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a receber no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (10/04), dirigentes de alguns partidos, com objetivo de dialogar sobre a proposta do governo federal de reforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados. A presidente do Podemos, deputada Renata Abreu, foi uma das dirigentes partidárias que se encontrou nesta manhã com o presidente, acompanhada do Líder do partido na Câmara, deputado José Nelto.

Após a reunião com Bolsonaro, a presidente do Podemos afirmou que o partido manterá a posição de “independência” em relação ao governo. “Posição do Podemos, em qualquer governo, é uma posição de independência. Somos contrários ao quanto pior melhor, e essa posição vai se manter”, disse. Renata declarou que o partido é favorável à reforma da Previdência, mas “com algumas alterações”.

A deputada Renata Abreu citou como exemplos de mudanças na proposta em relação ao BPC, ao trabalhador rural e aos professores. Segundo a deputada, a aposentadoria especial dos professores é um “ponto prioritário”. Ela relatou que o Podemos fez um “apelo” ao presidente para que o governo apresente um estudo de impacto orçamentário da possibilidade da manutenção da aposentadoria especial dos professores.

“É um pleito do Podemos ao presidente para que apresente os impactos no orçamento pela manutenção ou até a melhora do sistema previdenciário dos professores”, declarou a presidente do Podemos. Ela afirmou que o presidente Bolsonaro ouviu o pleito com muito carinho. “Só 2,7% dos jovens querem ser professores e isso pode matar muito o futuro das gerações. A reforma pode ser um grande incentivo à educação e à valorização dos professores”, disse Renata Abreu.

Segundo argumentou a deputada do Podemos, por causa das condições e ambiente de trabalho, considerados prejudiciais à saúde e a integridade física, hoje os professores têm um tempo menor de contribuição, de 25 anos para mulheres e 30 anos para homem. No setor público, a idade mínima para professores se aposentarem também é de cinco anos a menos do que as regras gerais da aposentadoria, sendo de 50 anos para mulheres e 55 para homens. No setor privado, não há idade mínima.

Ainda de acordo com a presidente do partido, a proposta em torno do regime de capitalização está sendo estudada, com um debate sobre um possível redesenho da medida. A avaliação de Renata, no entanto, é de que capitalização deve sair da reforma neste primeiro momento. “Acredito que nesse primeiro momento é um ponto que pode sair”, completou.

(Com informações das agências de notícias)

(Foto: Guilherme Mazui/G1)

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