“Reforma da Previdência deve servir à população; educação é prioridade”, defende Presidente do Podemos em reunião com Bolsonaro

O Podemos esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quarta-feira (10). A agenda para debater a Reforma da Previdência deu continuidade às ações do governo que, desde a semana passada, recebe líderes partidários no Palácio do Planalto para dialogar sobre a proposta.

Após o encontro com Bolsonaro, a deputada federal Renata Abreu (SP), presidente do Podemos, e José Nelto (GO), líder do partido na Câmara, apontaram necessidades de mudança na Reforma da Previdência. Segundo eles, é preciso proteger os professores, com regras diferenciadas, além de alterar o BPC e a aposentadoria rural.

“Somos favoráveis à Reforma, com algumas alterações, que, inclusive, o próprio Presidente já passou a considerar, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o trabalhador rural. Um dos pontos prioritários para o Podemos é a questão dos professores. A reforma da Previdência tem que servir à população, e não para um governo. E quando você fala de população e fala de futuro, isso passa pela educação”, defende Renata Abreu.

A deputada solicitou ao governo um estudo de impacto sobre a manutenção da aposentadoria especial para os professores. De acordo com a parlamentar, a Reforma da Previdência deveria servir como um “grande incentivo” à educação e à valorização do professor.

“O Podemos quer preservar ou até melhor o sistema previdenciário para os professores”. Renata Abreu citou uma pesquisa que apontou que somente 2,4% dos jovens querem ser professores, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O deputado federal José Nelto reforçou que o Podemos tem compromisso com o Brasil. Ele lembrou que o partido assinou documento junto a outras 12 siglas na Câmara para retirar o BPC, a aposentadoria rural e manter a chamada constitucionalização da Reforma, ou seja, que as alterações no sistema de previdência sejam feitas por meio de alteração na Constituição, o que exige um quórum mais elevado de votação tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

“Vamos votar uma Reforma para o Brasil, para as futuras gerações”, afirmou.

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