ARTIGO: AVC avança sobre a juventude

Renata Abreu é deputada federal eleita por São Paulo e presidente nacional do Podemos

Há algo profundamente errado quando uma doença historicamente associada à velhice começa a atingir pessoas mais jovens. O AVC está fazendo exatamente isso. Em silêncio, sem alarde, ele avança sobre uma geração que acredita estar protegida pela juventude. Os atendimentos no Brasil aumentaram 63% na faixa dos 18 aos 59 anos nos primeiros nove meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

O AVC não grita. Ele interrompe. Em minutos, corta o fluxo de sangue no cérebro e muda tudo: a fala, o movimento, a autonomia, o trabalho, a vida. No Brasil, uma pessoa morre a cada seis minutos por causa de um AVC. São 240 mortes por dia. Muitas delas poderiam ser evitadas.

O que mudou não foi apenas o corpo humano. Mudou o modo de viver. Uma rotina sem freios, estimulantes em excesso, hormônios, anabolizantes, cigarro eletrônico, alimentação desregulada, pouco sono e estresse constante. A conta não vem na juventude exibida nas redes sociais. Ela vem no sistema nervoso, nos vasos sanguíneos, no cérebro.

Quando o AVC acontece, o relógio vira inimigo. Cada minuto sem atendimento adequado significa mais danos irreversíveis. E é nesse ponto que o país falha de forma grave. O Brasil ainda não dispõe de uma rede ampla, integrada e equitativa de atendimento especializado em AVC. O acesso depende do CEP, do lugar onde se vive. Isso não é um detalhe técnico. É uma desigualdade de sobrevivência.

O mais inquietante é que sabemos o que funciona. Atendimento rápido, equipes treinadas, protocolos claros, reabilitação precoce e informação acessível salvam vidas e reduzem sequelas. O que falta não é conhecimento médico, mas organização, prioridade e política pública.

Foi exatamente para enfrentar essa lacuna que apresentamos o Projeto de Lei 5477/2025, que propõe a criação de uma Política Nacional de Enfrentamento ao Acidente Vascular Cerebral. A proposta busca estruturar o atendimento ao AVC de forma integrada, ampliar a rede especializada, acelerar o diagnóstico, garantir reabilitação precoce e investir em campanhas permanentes de informação à população.

O avanço do AVC entre jovens não é uma fatalidade biológica. É um sintoma social. Um aviso claro de que hábitos adoecem, sistemas falham e o tempo não perdoa.

O silêncio em torno do AVC custa caro. Custa vidas, autonomia e futuro. Ignorar esse aviso é aceitar que continuemos perdendo pessoas — cada vez mais jovens — para uma doença que pode ser evitada e tratada com dignidade.

Quando uma doença mata uma pessoa a cada seis minutos, ela deixa de ser estatística. Passa a ser responsabilidade pública. E responsabilidade pública exige ação.

Foto: Artur Póvoa – Liderança do Podemos na Câmara

 

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