Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (MG) afirmou que o relatório de quase cinco mil páginas, produzido pelo colegiado, será entregue ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Ministério Público e à Polícia Federal, para aprofundarem as investigações sobre o esquema bilionário que lesou os aposentados brasileiros.
O líder do Podemos defendia a prorrogação, por pelo menos 60 dias, do prazo dos trabalhos da CPMI para avançar ainda mais nas investigações. Inicialmente, Viana entrou com mandado de segurança no STF e obteve liminar de Mendonça prorrogando os trabalhos. Depois, porém, o plenário do Supremo decidiu, por 8 votos a 2, pelo fim da CPMI.
O relatório produzido pelo deputado federal Alfredo Gaspar pedia o indiciamento de 200 pessoas pelas fraudes nos benefícios de aposentados. O texto, contudo, foi rejeitado pela comissão, frustrando seis meses de trabalho do relator e de toda a comissão, que investigava o esquema bilionário que prejudicou os aposentados.
“Perdemos no relatório, mas ganhamos na confiança do Brasil e na consciência tranquila de que cumprimos a nossa missão”, afirmou Viana. “Com coragem e determinação, trouxemos todas as evidências, mostrando ao Brasil quem roubou os aposentados e onde está o dinheiro”.
O senador criticou a blindagem, pelo governo, de figuras-chave da investigação, bem como decisões do Supremo de conceder habeas corpus a depoentes, o que esvaziou os trabalhos da comissão. “A CPMI termina, mas a investigação tem que continuar, pelo bem do Brasil”, concluiu o senador.
Foto: Ton Molina – Agência Senado

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