O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PR) encaminhou ofício ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, manifestando forte preocupação com a possibilidade de apoio institucional ao Banco de Brasília (BRB) diante de informações recentes sobre a situação financeira da instituição.
Segundo o parlamentar, dados amplamente divulgados pela imprensa indicam que o BRB enfrenta um quadro grave de deterioração de liquidez e perda de credibilidade, associado a operações bilionárias com instituição financeira privada sob investigação. As estimativas apontam para uma necessidade de recomposição de capital que pode chegar a R$ 8 bilhões, além de tratativas para captação de aproximadamente R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No ofício, Hauly faz um alerta contundente: qualquer forma de socorro estatal, seja por aval implícito, flexibilização regulatória ou apoio indireto, representa um grave risco ao sistema financeiro nacional. Segundo ele, esse tipo de intervenção cria distorções conhecidas como risco moral, incentivando práticas irresponsáveis e comprometendo a disciplina de mercado.
“O Brasil não pode repetir erros do passado, socializando prejuízos privados às custas da sociedade”, afirma o deputado.
Hauly ressalta que o histórico do Banco Central sempre foi marcado por rigor técnico e responsabilidade, com intervenções, liquidações e reestruturações firmes, especialmente no processo que levou ao saneamento e à privatização de bancos estaduais nas últimas décadas.
Embora o BRB não seja classificado, em tese, como instituição de risco sistêmico nacional, o parlamentar adverte que um eventual resgate pode abrir um precedente perigoso, afetando a confiança do mercado e elevando a percepção de risco em todo o sistema financeiro.
O deputado também chama atenção para indícios de falhas graves na governança, nos controles internos e na gestão de riscos do banco, além da ausência de responsabilização clara dos gestores envolvidos.
Diante desse cenário, Hauly defende que qualquer decisão do Banco Central deve seguir critérios rígidos e inegociáveis:
- cumprimento estrito das normas prudenciais;
- proibição de tratamento privilegiado por se tratar de banco estatal;
- prioridade absoluta a soluções de mercado;
- aplicação de medidas de resolução, se confirmada a inviabilidade da instituição.
Por fim, o parlamentar faz um alerta institucional:
“A credibilidade do sistema financeiro brasileiro não pode ser relativizada. Regras existem para serem cumpridas — e não flexibilizadas em momentos de pressão. O Brasil precisa de previsibilidade, responsabilidade e respeito ao dinheiro público.”
Foto: Artur Póvoa – Liderança do Podemos na Câmara

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