Quem olha de fora nem sempre entende. A criança que tapa os ouvidos. O jovem que evita contato. A crise que surge de repente em um lugar público. Para muita gente, é falta de controle. Para quem vive o autismo, é só mais um dia tentando dar conta de tudo.
“Autismo precisa de mais visibilidade e investimento”, defende Renata Abreu, deputada federal eleita por SP e uma das parlamentares mais atuantes em defesa das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e seus familiares, que ainda enfrentam um sistema que não acompanha suas necessidades.
O Dia Mundial e o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo — celebrados em 2 de abril para ampliar a informação e reduzir o preconceito — escancaram uma realidade conhecida por quem vive de perto: o autismo é visível; o que falta, muitas vezes, é compreensão.
Dentro de casa, a rotina é exigente. Famílias reorganizam completamente a vida. Mães — muitas vezes sozinhas — deixam o trabalho, aprendem na prática o que deveriam encontrar como suporte, enfrentam filas por atendimento e adaptam cada detalhe do cotidiano.
Do lado de fora, os desafios continuam. Faltam profissionais preparados nas escolas. O acesso a terapias ainda é limitado. E o preconceito, quase sempre silencioso, aparece no olhar, no julgamento e na dificuldade de lidar com o que não se conhece.
É nesse cenário que a deputada federal Renata Abreu tem concentrado seu mandato em propostas voltadas às pessoas com autismo e suas famílias, com foco em educação, saúde e inclusão social.
O que move a atuação da parlamentar não está só nos projetos. Está nas histórias que chegam até ela.
“Quando uma mãe me conta que precisou largar tudo para cuidar do filho, que não consegue atendimento, que se sente sozinha… isso não sai da minha cabeça. A gente não pode tratar isso como um detalhe”, afirma.
Na Educação, o PL 1430/2025 propõe a formação continuada de professores para o atendimento de alunos com TEA, buscando enfrentar um dos principais obstáculos relatados por famílias: a inclusão que não se efetiva na prática.
Na Saúde, o PL 5034/2024 trata da ampliação do acesso à terapia ABA no Sistema Único de Saúde, hoje ainda restrita a parte da população.
Na área social, o PL 4502/2023 busca evitar a suspensão automática do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias que tentam ingressar no mercado de trabalho, reduzindo a insegurança financeira.
Uma de suas propostas mais recentes, o PL 1285/2026, prevê assistência psicológica contínua para pais e cuidadores. E é nesse ponto que o tema ganha outra dimensão.
“Essas mães não param. Não têm descanso. Muitas vezes não têm com quem dividir o cuidado nem o cansaço. Se a gente não olhar para elas, a gente está olhando pela metade”, diz Renata Abreu.
Outras iniciativas da deputada incluem o PL 340/2025, voltado à inclusão no mercado de trabalho, e o PL 374/2025, que incentiva pesquisas sobre o autismo.
Criado para ampliar a conscientização, o 2 de abril funciona como um ponto de visibilidade para uma realidade que não se limita à data. Para as famílias, o tema continua presente na rotina, nos desafios e na busca constante por atendimento, inclusão e apoio.
“Eu não consigo olhar para essa realidade e achar que está tudo bem. Enquanto tiver uma família sem apoio, ainda há muito a ser feito”, afirma a deputada Renata Abreu.
Texto – Lola Nicolás
Imagem – PRP

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