Ribamar Silva é deputado federal eleito por São Paulo
Em meio a um Congresso Nacional frequentemente tomado por disputas políticas e temas de alta tensão, eu tenho visto uma pauta silenciosa — mas urgente — ganhar força e cobrar atitude: o autismo.
E não é um debate técnico. É pressão real. Vem das ruas, das famílias e, principalmente, das mães atípicas que transformaram dor em mobilização.
Eu tenho ouvido essas mães. Tenho conversado com cuidadores. E afirmo com convicção: são pessoas que carregam uma rotina pesada, muitas vezes invisível, e que não podem mais ser ignoradas pelo Estado.
Hoje, o Brasil já convive com cerca de 2 milhões de pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em São Paulo, esse número cresce a cada ano — e, com ele, cresce também a cobrança por políticas públicas que saiam do papel.
Nos bastidores de Brasília, eu percebo uma mudança importante: o tema deixou de ser deixado de lado. Passou a ocupar espaço e a exigir posicionamento. Porque não se trata apenas de inclusão — se trata de dignidade, proteção e respeito.
Foi dentro desse cenário que apresentei o Projeto de Lei 1978/2025, hoje em análise no Senado, que endurece a pena para maus-tratos contra pessoas com deficiência, incluindo pessoas com autismo.
Eu fiz isso porque não é mais aceitável que pessoas tão vulneráveis continuem expostas à violência — muitas vezes dentro da própria casa.
Os números falam por si. Foram mais de 51 mil denúncias de violações de direitos contra pessoas com deficiência até o terceiro trimestre de 2023, sendo mais de 13 mil apenas em São Paulo.
Mas eu sei que punir não resolve tudo.
Eu defendo que o Congresso avance também no apoio direto às famílias. A pauta do autismo não pode mais ser invisível. E eu sigo trabalhando para que o Congresso entregue respostas concretas.
Porque, para mim, política de verdade é cuidar de gente.
Seguimos juntos — porque juntos podemos.
Foto: Artur Póvoa – Liderança do Podemos na Câmara

O PODEMOS é um partido movimento que surgiu como uma resposta aos brasileiros cansados de não serem representados na política. Um partido independente de governos e vota o melhor para o Brasil.

