Artigo – Vacinar ou não, eis a questão

  • Roberto de Lucena – Pastor e deputado federal pelo Podemos/SP

Na semana em que o Brasil deu início à vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, não por acaso o título deste artigo faz referência ao dramaturgo inglês William Shakespeare, no famoso monólogo em que Hamlet questiona vida e morte, de forma profundamente filosófica.

Entre o final do século XVI e o início do século XVII, época em que o escritor viveu, o mundo ainda passava por recorrentes surtos da Grande Peste, que no século XIV dizimou um terço da população europeia. Nesse período, as únicas medidas de proteção contra o contágio de doenças eram o uso de máscaras e a quarentena. Relatos históricos afirmam que o próprio Shakespeare passou por isolamento.

Os importantes avanços que tivemos na ciência e na medicina nas ultimas 12 décadas diminuíram a mortalidade e propiciaram um salto na expectativa média de vida da população mundial.

Desenvolvimento social e econômico, água tratada e saneamento básico estão entre os principais fatores que nos permitiram viver por mais tempo e com mais qualidade.

Foi um marco para a humanidade, em termos de saúde pública, o desenvolvimento das vacinas, iniciado  ainda no século XVIII, durante uma epidemia de varíola.

Segundo dados da ONU, de 2000 a 2019, as vacinações em países de média e baixa renda evitaram 37 milhões de mortes, e esse número pode aumentar para 69 milhões até 2030. Estima-se que a maior parte desse impacto ocorra entre crianças menores de cinco anos, principalmente devido às vacinas contra o sarampo, o rotavírus e a hepatite B.

Estamos, desde o início de 2020, em uma incrível guerra contra um vírus que, no mundo todo, já matou mais de 5 milhões de pessoas e no Brasil ceifou a vida de cerca de 620 mil. Dentre os mais de 22 milhões de casos no País, o número de mortes só não foi maior graças ao trabalho incansável dos profissionais de saúde, aos investimentos na estrutura de atendimento, ao nosso SUS e à vacina.

A resposta da ciência foi impressionante. Passados dez meses desde o início dessa tragédia mundial, a primeira vacina já havia sido desenvolvida no Reino Unido e as primeiras pessoas já estavam sendo vacinadas.

No Brasil, o Governo Federal e o governo do Estado de São Paulo tiveram iniciativas decisivas e fizeram acertados e altos investimentos, tanto no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, quanto em SP, no Instituto Butantan, para que tivéssemos a vacina contra a Covid-19 disponível no mais breve tempo possível.

Como parlamentar, defendo e apoio a ciência e o uso da inovação e da tecnologia na saúde, e sinto muito orgulho do papel que São Paulo teve nisso, bem como da resposta do Governo Federal a essa emergência.

O Brasil, que já era referência mundial em vacinação, mais uma vez se colocou em posição de destaque. Foram mais de R$ 20 bilhões investidos no desenvolvimento e na aquisição de vacinas. Nos próximos meses, a Fiocruz passará a produzir a primeira vacina totalmente nacional.

São Paulo, um dos estados com mais vacinados, já tem 90% da população com duas doses completas. A marca de mais de 300 milhões de doses aplicadas em todo o Brasil é extraordinária, mas ainda insuficiente. Precisamos avançar.

Não apenas tomei a vacina, como tenho incentivado as pessoas com as quais me relaciono a se vacinarem. A segurança sanitária e a recuperação econômica e social do País dependem da vacinação completa da população. Não haverá economia sem vacina. E sem recuperação econômica, a crise social instaurada se aprofundará ainda mais.

Acredito que poderíamos estar mais avançados se esse tema não tivesse sido tão politizado, e entendo que nossa maior liderança política, o presidente Bolsonaro, poderia ter contribuído para a aceleração da vacinação caso tivesse se vacinado e incentivando a população. Por outro lado, sob seu comando, o governo foi buscar as vacinas.

Embora seja um defensor da vacinação, sou contra o passaporte vacinal ou passaporte sanitário. Ninguém deve ser obrigado a tomar vacina. Quem não quiser tomar vacina e for a um local em que a comprovação da vacina se fizer necessária, deve ter o direito de apresentar um teste PCR atualizado, que é ainda mais seguro para todas as pessoas. Temos que simplificar as coisas sem abrir mão da segurança e do respeito ao direito de todos – de quem não quer ou não pode se vacinar e de quem se vacinou e quer estar num ambiente em que se sinta confortável com a segurança sanitária.

Assim como Hamlet, estamos diante de uma grande reflexão entre a vida e a morte. Na época de Shakespeare, quando a morte batia à porta, a vacina não era uma opção, e a peste e suas variantes varreram boa parte da humanidade. Hoje, enfrentamos o vírus, as variantes e as variáveis. As variáveis são, às vezes, mais prejudiciais do que o vírus e suas variantes. Quase sempre as variáveis são políticas e não levam em conta a vida, mas as próximas eleições, infelizmente.

Artigo publicado originalmente no portal Poder 360

Curta nossa página no Facebook e
fique por dentro das novidades do PODEMOS

Facebook

Você pode nos acompanhar de pertinho.
Siga agora o PODEMOS no Instagram.

Instagram

Quer ficar por dentro de todos os nossos vídeos?
Inscreva-se agora em nosso YouTube.

YouTube

Assine agora o PODEMOS no WhatsApp
e receba em tempo real todas nossas
atualizações no seu smartphone.

WhatsApp

Siga-nos no Twitter e acompanhe de perto
nossos posicionamentos.
Juntos PODEMOS.

Twitter

Receba o nosso informativo e fique por dentro

Assine para receber nossas novidades em tempo real.

Escaneie e fale com a gente pelo whatsapp

POR E-MAIL

Juntos e informados
podemos mudar o Brasil!

Receba o nosso informativo e fique por dentro

Assine para receber nossas novidades em tempo real.

Juntos e informados
podemos mudar o Brasil!

POR E-MAIL

Receba o nosso informativo e fique por dentro

Assine para receber nossas novidades em tempo real.

Juntos e informados
podemos mudar o Brasil!

POR E-MAIL POR WHATSAPP

Curta nossa pagina no Facebook e fique por dentro das novidades do PODEMOS.

Facebook

Quer ficar por dentro de todos os nossos vídeos, inscreva-se agora na nossa plataforma no YouTube

YouTube

Assine agora o PODEMOS no WhatsApp e receba em tempo real todas nossas atualizações no seu smartphone.

WhatsApp

Você pode nos acompanhar de pertinho. Siga agora o PODEMOS no Instagram.

Instagram

Siga-nos no Twitter e acompanhe de perto nossos posicionamentos. Juntos PODEMOS.

Twitter

QUEM SOMOS

História
Estatuto
Lideranças
Pelo Brasil
Fundação

ACOMPANHE

Transparência
Participação
Democracia
Seja Filiado
Política de privacidade

ACOMPANHE

Notícias
Artigos
Informes
Resoluções
Revista Câmara

ELEIÇÕES

2024
2020
2018
Candidaturas
Downloads

ATENDIMENTO

(11) 91339-5577
Envie um E-mail juntos@podemos.org.br


#JuntosPodemos