O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (MG), afirmou que a comissão chega à etapa mais sensível do trabalho: a apuração do núcleo político envolvido no esquema de fraudes em descontos previdenciários que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país.
Segundo o presidente, o grupo operacional criminoso já foi identificado, e agora a prioridade é revelar quem ofereceu sustentação política para que o esquema se mantivesse ao longo de diferentes governos.
“Já sabemos quem executava as operações e os depósitos. O núcleo criminoso operativo está mapeado. Agora queremos saber quem indicou essas pessoas e o que receberam em troca para permitir o roubo de aposentados”, afirmou Viana.
Aprovação de requerimentos
A CPMI do INSS aprovou mais de 150 requerimentos. Entre eles, o que pede a acareação entre o advogado Eli Cohen, um dos primeiros a denunciar as fraudes nos descontos indevidos de aposentados, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como um dos principais articuladores do esquema.
Além da acareação, os parlamentares aprovaram pedidos de prisão preventiva de quatro investigados: Rubens Oliveira Costa, economista já preso em flagrante em setembro; Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB); e Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho.
A comissão também solicitou à Justiça a retenção dos passaportes de todos os investigados com prisão requerida.
Foto: Carlos Moura – Agência Senado

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