A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou a Campanha da Fraternidade (CF) de 2026, com o lema “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). Com o tema “Fraternidade e Moradia”, a Igreja Católica trata da realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada.
A CNBB esclarece que esta edição da campanha foi inspirada em uma sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas. O objetivo é provocar uma reflexão sobre a habitação como um direito fundamental e a “porta de entrada” para outros direitos, como saúde, segurança, educação e dignidade.
Ao ler o enunciado acima, na condição de católico fiel à Igreja, mas como economista, ex-secretário da Fazenda do Paraná e decano da Câmara, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PR), fez uma análise profunda da falta de moradia no Brasil, e a conclusão que chegou é a seguinte: tem faltado comprometimento do Governo para que a moradia seja tratada como um direito fundamental.
Para Hauly, o tema é de suma importância para o povo brasileiro, e os números não permitem silêncio. Conforme seu levantamento, baseado em dados oficiais do próprio Governo Federal, em 2000, quase 88% dos brasileiros possuíam casa própria. Infelizmente essa realidade mudou muito, e hoje, esse percentual caiu para 75%. Outro comparativo que mostra essa triste realidade: no mesmo período, o número de pessoas morando de aluguel passou de 21 milhões para 46,5 milhões. Ou seja, mais que dobrou. E ainda temos mais de 6 milhões de famílias vivendo em moradias inadequadas e cerca de 328 mil brasileiros em situação de rua.
Os números acima, na análise do deputado Hauly, revelam: “Em 25 anos, os programas habitacionais de todos os governos falharam. Nas campanhas políticas são feitas muitas promessas, mas os números mostram que os governos desse período, 2000 a 2025, não entregaram resultados estruturais, o que tem privado o povo brasileiro de ter acesso a uma moradia digna”.
Para Hauly, a Igreja cumpre seu papel profético ao levantar o tema, mas é responsabilidade do Estado e dos governantes garantir moradia digna. “Como parlamentar, não posso tratar esse assunto apenas como reflexão espiritual. É preciso enfrentar as causas estruturais e alavancar o Fundo Rotativo Permanente e exclusivo para Habitação e Saneamento, com recursos suficientes e gestão eficiente. Moradia não pode ser slogan. Precisa ser política pública eficaz. Quem prometeu e não entregou já teve 25 anos. O Brasil precisa virar essa página”, conclamou.
“É preciso enfrentar as causas estruturais, moradia não pode ser slogan. Precisa ser política pública eficaz. Quem prometeu e não entregou já teve 25 anos. O Brasil precisa virar essa página.”
Foto: Gabriel Tiveron – Liderança do Podemos na Câmara

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