Após a pausa para o recesso de fim de ano, a CPMI do INSS iniciou 2026 com trabalhos intensos. A CPMI retornou no dia 05 de fevereiro com depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Já no dia 09 de fevereiro os depoimentos de Paulo Camisotti, um dos operadores do esquema de fraude na previdência, e do deputado estadual Edson Araújo foram cancelados devido à habeas corpus concedido a eles.
No entanto, mesmo durante o recesso, a Polícia Federal realizou operações em conjunto com a CPMI em novas etapas da Operação Sem Desconto. Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master e um dos grandes operadores da fraude no INSS, também foi convocado a comparecer à CPMI, mas o STF retirou a obrigatoriedade da presença dele.
O senador Carlos Viana (MG), presidente da CPMI, determinou que irá recorrer da decisão do STF sobre a não ida de Vorcaro à CPMI. “A decisão “interfere e atrasa as investigações”, afirmou. Ele acrescentou que, se o Supremo reverter o entendimento, o empresário será obrigado a comparecer. “Não é porque ele é banqueiro que receberá benefício. O empresário não terá privilégio na comissão. Vou defender que compareça presencialmente para prestar esclarecimentos”, declarou Viana.
Carlos Viana também solicitou a prorrogação de mais 60 dias da CPMI para que todos requerimentos sejam pautados e todos sejam ouvidos. Viana disse que pedirá a prorrogação no STF caso Davi Alcolumbre não prorrogue os trabalhos da comissão. Viana também afirmou que, mesmo com todas as blindagens e proteções aos envolvidos no escândalo da Previdência, ele não desistirá de achar os culpados e punir todos os responsáveis.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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