Chefe do Gabinete de Articulação e Representação do Município de Porto Velho em Brasília, a juíza Euma Tourinho encaminhou ofícios a diversos órgãos públicos para alertar sobre o isolamento aéreo de Rondônia, instalado desde 2023 por decisão comercial das companhias.
Segundo ela, a supressão deliberada de rotas e a queda drástica de ofertas resultam em um “isolamento aéreo de Rondônia”.
“Estudo de referência nacional, com série de 2015-2025, indica que Rondônia é o Estado com a maior retração do país, com queda de 56% na oferta de voos anuais, enquanto a média nacional de queda é inferior a 2%, evidenciando desequilíbrio regional fora da curva e incompatível com a redução de desigualdades e com a integração do território”, argumenta.
Nos ofícios, ela alerta para a escalada recente de cancelamentos e cortes, mesmo após tutela de urgência que determinou as empresas a manutenção de índices de atraso/cancelamento compatíveis com a média nacional.
Lembra que Porto Velho operava, até julho de 2023, com a média superior a 100 decolagens mensais – cerca de 15 mil assentos/mês – e passou a operar em torno de 36 decolagens mensais (pouco mais de 6 mil assentos/mês). “É uma redução superior a 60% mesmo em voos sempre lotados e demanda reprimida”, completa, ao acrescentar que, muitas das vezes, as supressões são abruptas, os cancelamentos são em massa, há colapso de atendimento, remarcações unilaterais sem aviso.
Os ofícios têm praticamente o mesmo teor e foram encaminhados ao Secretário Nacional de Aviação Civil, do Ministério dos Portos e Aeroportos, ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Assessoria Especial do Presidente da República. Em linhas gerais, a representante do governo de Porto Velho em Brasília pede que qualquer política federal de fomento/financiamento aplicável ao setor aéreo seja condicionada, com métricas verificáveis, à recomposição real da malha em Rondônia.

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