ARTIGO – Calor extremo, estamos derretendo!

  • Renata Abreu é presidente nacional do Podemos e deputada federal eleita por São Paulo    

O mundo está queimando. O ano de 2024 foi o mais quente da história, e 2025 começa batendo recorde alarmante. Janeiro deste ano se tornou o mês mais quente já registrado, marcando 18 meses consecutivos de altas temperaturas globais. Essa elevação contínua é um alerta claro das mudanças climáticas que já impactam nossas vidas.

O planeta está em um processo de aquecimento cada vez mais acelerado. Um estudo do Centro Climático americano Berkeley Earth revela que, em 2024, o calor extremo afetou 3,3 bilhões de pessoas — 40% da população mundial. Com 1,8ºC acima da média, o Brasil está entre os países mais afetados.

Por aqui, mais de seis milhões de pessoas enfrentaram 150 dias com temperaturas acima dos 40°C em diversas regiões. Segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden), baseada em dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e publicada pelo G1, todas as cidades brasileiras enfrentaram ao menos um dia com temperaturas máximas extremas.

No Pará, estado que sediará a COP-30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), a situação foi ainda pior. Quarenta e seis cidades registraram calor intenso por quase cinco meses consecutivos. Belém, a capital, viveu 212 dias sufocantes, com termômetros batendo 37,3°C — 5°C acima da média histórica. No interior, a situação foi ainda mais alarmante, com temperaturas chegando a 38,8°C.

Enquanto o Brasil ardia, o mundo também sentia os impactos devastadores do aquecimento global. Em Dubai, os termômetros atingiram 50°C. No sul da Europa, ondas de calor mataram centenas de pessoas. Nos Estados Unidos, incêndios florestais transformaram vastas áreas em cinzas, enquanto enchentes arrasaram cidades inteiras na Ásia. O limite de 1,5°C de aquecimento global, estabelecido no Acordo de Paris, foi ultrapassado, intensificando eventos climáticos extremos e colocando o planeta em uma rota perigosa e incerta.

Por isso, a COP-30 não pode ser uma conferência de discursos vazios, mas sim de tomadas de decisões. Não há tempo a perder. O Brasil tem a chance — e a responsabilidade — de liderar esse debate. O governo federal precisa assumir um compromisso claro com a redução de emissões, investindo pesado na transição energética e fortalecendo o combate ao desmatamento. Os governos estaduais, especialmente os da Amazônia, devem priorizar políticas ambientais que garantam a preservação da floresta, barrando práticas ilegais e incentivando uma economia sustentável. E o Congresso Nacional tem um papel fundamental ao aprovar leis que ampliem a fiscalização ambiental e eliminem incentivos para atividades poluentes.

Mas não podemos esperar que as decisões venham apenas dos governantes. A sociedade brasileira, assim como a população dos demais países, também tem sua parcela de responsabilidade. É preciso pressionar as autoridades, adotar hábitos mais sustentáveis, como reduzir o consumo de plástico, economizar energia e optar por meios de transporte coletivos ou não poluentes. Também é essencial cobrar das empresas práticas responsáveis e de menor impacto ambiental.

A mudança climática não é um problema futuro. Ela já está aqui, afetando o nosso presente e ameaçando o futuro das próximas gerações. Se falharmos agora, o preço será irreversível. A COP-30 talvez seja nossa última chance de evitar o colapso climático. Se ignorarmos esse alerta, o futuro será de calor insuportável, catástrofes naturais e sofrimento para milhões de pessoas. O planeta está em chamas. Não podemos mais esperar.

*Artigo publicado no Congresso em Foco.

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