A deputada federal Renata Abreu (SP) quer realizar uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir avanços no tratamento do câncer de bexiga, com destaque para pesquisas inovadoras desenvolvidas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que podem representar um novo caminho para milhares de pacientes brasileiros.
O debate, explica ela, terá como foco as imunoterapias OncoTherad e ImmunoClor, tecnologias nacionais estudadas por pesquisadores da universidade e consideradas promissoras no enfrentamento da doença, especialmente em casos resistentes aos tratamentos convencionais.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de bexiga registra mais de 11 mil novos casos por ano no Brasil e está entre os tipos de câncer mais incidentes na população masculina.
“A doença atinge principalmente fumantes acima dos 50 anos e exige diagnóstico precoce e acesso rápido ao tratamento para aumentar as chances de sobrevivência”, destaca a parlamentar.
Para a deputada, o tema precisa ganhar maior atenção do poder público, principalmente diante do potencial da ciência brasileira em desenvolver soluções acessíveis e eficazes para o Sistema Único de Saúde (SUS).
“Estamos falando de pesquisas brasileiras desenvolvidas dentro de uma universidade pública, que podem representar esperança para milhares de pacientes. Precisamos valorizar nossa ciência, incentivar a inovação nacional e discutir caminhos para ampliar o acesso da população a tratamentos avançados”, afirma Renata.
A imunoterapia OncoTherad vem sendo estudada há 15 anos por pesquisadores da Unicamp e apresentou resultados promissores em pacientes que não responderam aos tratamentos tradicionais contra o câncer de bexiga.
Já a ImmunoClor surge como uma nova alternativa terapêutica para pacientes que não tiveram resposta satisfatória aos tratamentos atualmente disponíveis. A tecnologia utiliza uma combinação inovadora de compostos desenvolvida para aumentar a eficácia do tratamento e reduzir limitações das terapias convencionais.
Além do potencial clínico, as pesquisas também chamam atenção pela possibilidade de reduzir custos e ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade dentro do SUS.
A audiência pública deve reunir especialistas da área médica, representantes do Ministério da Saúde, pesquisadores da Unicamp, integrantes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), representantes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), além de entidades ligadas à defesa dos pacientes oncológicos.
Entre os convidados estão o professor doutor Wagner José Fávaro, da Unicamp; o médico urologista João Carlos Cardoso Alonso; o diretor-geral do INCA, Roberto Gil; representantes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e do Instituto Oncoguia.
Segundo Renata Abreu, a audiência busca aproximar ciência, saúde pública e sociedade para discutir alternativas capazes de fortalecer o SUS e reduzir a dependência brasileira de tecnologias importadas.
“Quando a ciência brasileira avança, quem ganha é a população. Precisamos transformar conhecimento em acesso, inovação em tratamento e pesquisa em esperança para milhares de famílias”, destaca a deputada Renata Abreu.
Texto – Lola Nicolás
Fotoarte – Urocad

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